“Meu Levian 06” - Firme e Forte! Chegou a hora de fazer pão?

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Preparando o fermento para produção do Pain au Levain (dias 11 e 12)


Em meu último post (“Meu Levian 05” - Fermento Estabilizado! Mas afinal qual a diferença entre fermento natural e industrializado?) comentei da necessidade de diminuir o metabolismo de nosso fermento natural levando o bichinho para morar na geladeira, em um pote com tampa. (Meu Levian já estava com 10 dias de vida).
O objetivo era estabilizar o fermento, fazê-lo ficar forte e pronto para a produção de pão.
Durante dois dias (dias 11 e 12) eu o alimentava de 12 em 12 horas enquanto pesquisava diferentes receitas do Pain au Levain.
Nas alimentações, fazia algumas experiências com as proporções de farinha branca e integral. Percebi que meu Levian crescia mais quando eu alimentava com farinha branca do que quando alimentava só com farinha integral. Crescia bem, mas não duplicava de tamanho.
Ainda não estava descartando nenhuma parte, apenas adicionando 2 colheres de farinha e duas de água. Ainda não estava convencida desta necessidade... e também não queria jogar nada fora...já estava envolvida emocionalmente com ele, rsrsrsrs!!!
Então na tarde do dia 12 resolvi dar uma super reforçada, pois ainda não tinha uma boa quantidade para fazer pão e estava ansiosa demais para experimentar esta delícia...
Retirei o fermento da geladeira e medi. Ele estava com pouco mais de duas xícaras de chá.
Separei em dois potes e alimentei cada pote com meia xícara de chá de farinha de trigo integral, meia xícara de chá de farinha branca e um pouco mais de meia xícara de chá de água. Deixei fora da geladeira, cobertos com panos úmidos. Após quase três horas, espumaram bem, mas não chegaram a duplicar de tamanho.

Resolvi juntar as duas partes novamente e voltei para a geladeira. Já tinha a quantidade mínima para fazer meu primeiro “Pain au Levain” e refrescar o fermento não tinha dado nenhuma reação impressinante que esperava...
O bom que para se fazer um pão com fermentação natural precisamos apenas de uma assadeira, uma tigela, farinha, sal, açúcar e óbvio, nosso levain.
Não precisamos de óleo, ovo, leite ou qualquer outro ingrediente. Ou seja, além de mais saboroso, ainda é mais econômico!
Ah! Outro ingrediente muito importante que precisamos também é... Paciência! Isto mesmo, pois um pão feito com fermentação natural requer uma boa dose deste ingrediente e tempo também, já que o processo leva horas.
O recomendado é fazer um pão grande, com cerca de um quilo, uma vez que pães menores tendem a ressecar mais rapidamente. E um verdadeiro pain au levain dura dias.
Com estas considerações em mente, encontrei uma receita simples e resolvi segui-la completamente para analisar os resultados... mas para o post não ficar muito comprido, deixo aqui a lista de ingredientes desta receita e no próximo post publicarei as fotos e cada etapa do processo para conseguir meu primeiro pão de fermentação natural.
Ingredientes:
 - 600 gramas farinha peneirada
 - 300 ml de água morna
 - 200 gramas de fermento natural
 - 20 gramas de sal
 - 20 gramas de açúcar
E para instigar um pouco, uma foto do meu primeiro e delicioso pão com fermentação natural:


Bom, por hoje é só, espero que tenham gostado.

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Um super beijo a todas e até o próximo post.

Sonia


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“Meu Levian 05” - Fermento Estabilizado! Mas afinal qual a diferença entre fermento natural e industrializado?

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Fermento Natural Estabilizado - desacelerando o metabolismo (dia 10)


No meu post anterior (Meu Levian 04” - Bolhinhas aparecendo.E agora, o que fazer?) escrevi sobre a alimentação diária do levain.
Relembrando: criei o meu Levian e no terceiro dia ele apresentou as primeiras bolhas. Alimentei e repeti o processo até o décimo dia (7 dias de vida até agora), e todas as vezes que era alimentado, ele crescia e ficava com uma consistência de musse. Em todos estes dias, estava frio aqui na minha região, algo em torno de 20°C máximos de dia e bem frio durante a noite.

Crescimento: repare a marca azul com o volume do meu Levian na primeira foto.

O importante é que ele estava reagindo bem toda a vez que era alimentado, respondendo rápido, borbulhando e crescendo bastante com uma dinâmica regular. O meu Levian demorou cerca de 7 dias para chegar nesta estabilidade mas se sua região for mais quente, seu fermento pode estabilizar deste modo mais cedo, talvez em 5 dias.
Então está na hora dele ir morar na geladeira. Por quê?
Isto quer dizer que as leveduras estão “bombando” e haverá necessidade de as alimentar com uma freqüência maior e se isto continuar neste ritmo, você terá mais fermento do que irá consumir (terá que jogar parte fora - desperdício).
Se sua ideia é fazer pão todos os dias, então você pode deixar o levain fora da geladeira, alimentando-o conforme sua demanda, mas se não for este o seu caso, é preciso desacelerar o metabolismo do fermento, deixando-o em um local bem frio. Portanto é hora dele se mudar para sua geladeira.
No início quando o fermento estava se criando, precisávamos de atividade total com as leveduras naturais se alimentando, digerindo e convertendo os açúcares da farinha em gás carbônico. Lembre que este processo era mais rápido na medida em que a região onde você mora é mais quente, então é preciso analisar como seu fermento reage às alimentações e se for consistente e houver uma regularidade já há alguns dias, então é hora de colocá-lo na geladeira sob o risco de perdê-lo... (apodrecimento).
Então você vai alimentá-lo uma vez mais, mantendo a consistência aerada e cremosa (tipo duas colheres de sopa de farinha e duas de água) e assim que ele crescer você vai colocá-lo em um recipiente com tampa e guardar na geladeira.
No início deve alimentá-lo de 12 em 12 horas. O objetivo é encorpar o fermento para que ele esteja forte e que tenhamos a quantidade necessária para fazermos o pão (algo em torno de 300g de levain para cada quilo de farinha - posteriormente publicarei post específico sobre o tema).
Você deve retirar o fermento da geladeira, alimentar, esperar crescer (em torno de uma ou duas horas) em temperatura ambiente e voltar para o friozinho.
Até agora para mim tem sido uma grande aventura e é muito legal encontrar este tipo de informação na internet, principalmente quando existem pessoas interagindo.
Houve alguns momentos que pensei em desistir, parecia que o esforço estava sendo grande demais e que seria melhor voltar a usar o fermento industrial. Mas afinal, qual a diferença entre eles?
Bem, o fermento industrial apenas converte o açúcar em gás carbônico e faz a massa inflar. Simples assim, uma reação química sem muitas emoções. Já o levain (as leveduras naturais) atua diretamente no trigo. Durante o processo de fermentação, as enzimas produzidas diferem o amido da farinha. Além de gerar gás carbônico produz também uma complexibilidade aromática muito diferente da obtida na fermentação industrial, além de sabor, densidade do miolo especial, crosta espessa, dourada e crocante, maior durabilidade, maior facilidade de digestão e muito mais aroma!
Outra informação interessante é que além de ser conhecimento como fermento natural, o levain também possui vários outros nomes como chef, mãe ou pasta madre, então se encontrar algum termo deste, não tenha medo, é apenas outro nome de um mesmo produto.
Bom, voltando ao levain na geladeira, pode acontecer novamente e mais frequentemente de precipitar farinha para o fundo e água para cima. Não se preocupem, alguns preferem jogar esta água fora (como conhecimento, esta água é chamada de “hooch”) quando vão alimentar e adicionar água fresca. Parece que não há problemas em misturar o hooch. Eu já fiz as duas coisas e não verifiquei nada de diferente no processo de fermentação.
Você deve se tornar íntima de seu bichinho de estimação para conhecer suas reações quando alimentado. Chega um ponto em que ele está forte e estabilizado que suportará grandes variações entre os prazos de alimentação, ou seja, você poderá alimentá-lo apenas uma ou duas vezes por semana e ele vai continuar reagindo bem quando isto acontecer.
O importante é sempre tirar da geladeira, alimentar, esperar uma duas horas para ele crescer e voltar à geladeira, a não ser que você tenha interesse em fazer pão com parte dele.
E esta parte falaremos em um próximo post!

Um super beijo a todas.

Sonia


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“Meu Levian 04” - Bolhinhas aparecendo. E agora, o que fazer?

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Desenvolvimento do Fermento Natural (dias 04 ao 10)

 

No meu post anterior (“Meu Levian 03” - Processo de criação. Foi dada a largada) publiquei sobre o processo de criação do fermento natural, também chamado de levain.

Se você me acompanhou, então já misturou farinha e água, guardou em local protegido coberto com um pano ou guardanapo limpo e o ser começou a dar sinais de vida, soltando algumas bolhinhas (melhor se forem várias, de variados tamanhos). O meu reagiu assim apenas no terceiro dia.

Assim que visualizar estas bolhas, é hora de alimentar o levain, pois as bolhas indicam que as leveduras que estavam passeando por aí encontraram um bom local para viver e já se alimentaram do açúcar e outros nutrientes da farinha.

A alimentação deve ser com uma colher de sopa de farinha de trigo (integral preferencialmente ou com o tipo que começou) e duas de água - lembre que estou publicando a minha experiência...

A partir de agora você fará isto a cada 12 horas para que ele cresça forte e feliz.

A tendência, ou melhor escrevendo, o objetivo é que o levain fique aerado como uma musse, crescendo sempre a cada alimentação.


Em algumas explicações li sobre retirar metade do seu levain e jogar fora. Com a quantidade que ficou, alimentar com metade do peso em água e a metade do peso em farinha. Este processo de jogar metade fora e alimentar metade chama-se de “refrescar” o fermento natural, mas eu não fiz ainda com “meu Levian” com ele tão novinho... fiquei com dó de jogar parte fora... e continuei apenas adicionando farinha e água. Também deu certo!

Se por ventura seu fermento ficar “aguado”, retire um pouco desta água e misture farinha. Isto ocorre quando a levedura já consumiu todos os nutrientes da farinha e está com fome.

Lembre que ele deve sempre ficar pastoso, com consistência de musse. Se não estiver assim após 72 horas desde que você começou (considerando que o local onde você mora não está muito frio) e ele estiver com cheiro muito ruim pode ser que ele não vai evoluir, então é melhor descartar e começar outro.


Algumas vezes o levain fica com um cheiro mais forte (não ruim, mas mais azedo), pode ser que ele não está sendo alimentado corretamente, então você pode tentar salvar o seu fermento alimentando mais vezes (tipo de 8 em 8 horas) e ver se ele reage.

Se continuar criando água, reduza a quantidade de água quando for alimentar. Se ele estiver ficando muito grosso não tem muito problema, pois ele terá bastante alimento para se divertir. Lembre que é um ser vivo e você vai criar intimidade com ele ao longo do processo, percebendo as pequenas nuances de quanto e quando ele precisa ser alimentado. (É por isto que muitos dão nomes a seus bichinhos - o meu é Levian. Curta o processo e batize o seu também e depois conte aqui).

A consistência desejada é sempre a consistência musse, então todas as vezes que for alimentar perceba quais as quantidades de água e farinha necessárias, ou se for o caso, diminua o intervalo das alimentações. Perceberá que quando ele está bem alimentado, ele cresce e fica borbulhando de alegria! E não se preocupe, nos primeiros dias é normal haver variações entre o crescimento, ou seja, tem dias que ele cresce que é uma beleza e outros parece que não vai dar em nada...

Obs.: Evite colocar açúcar, uma vez que a farinha já possui o necessário para desenvolver seu fermento.

Às vezes o levain pode ficar com cheiro muito azedo e sem atividade. Se possuir algum tipo de bolor, descarte como já comentado. Se não, adicione um pitada de sal, já que ele tende a interferir no apodrecimento e o alimente. Pode ser que ele sobreviva...

Normalmente este processo de alimentação dura em torno de 5 dias. No meu caso a alimentação demorou em torno de 6 dias por causa do frio.

E após este prazo, o que fazer?

Ahá! Aguarde meu próximo post!

Um super beijo a todas e até o próximo post.

Sonia

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“Meu Levian 03” - Processo de criação. Foi dada a largada!


Criação do Fermento Natural - os primeiros três dias


No post anterior (“Meu Levian 02” - O que é o Levain e/ou Fermentação Natural) mencionei sobre o processo de criação do fermento natural.

Comentei que havia encontrado diversas matérias sobre o assunto, especialmente o blog do Luiz Américo Camargo (Paladar / Estadão), o site Vegetarianismo e vídeos do Luis Felipe Moraes.

No blog do Luiz Américo (link para a reportagem sobre a saga) foram feitos convites aos leitores a fazerem seus fermentos junto com ele, ou seja, ele publicaria a cada dia, cada etapa do processo de criação de um levain e os leitores poderiam interagir com ele, através de comentários, fotos, etc.

Já o Luis Felipe publicou um vídeo bem completo e didático, explicando o que é o levain, os benefícios, como fazer, tudo! E você consegue até acessar um outro vídeo dele com um passo-a-passo do pão (não deixem de assistir, pois este vídeo me fez querer fazer um pão igual ao dele. M-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o! Ainda não cheguei ao tamanho, mas vou chegar com certeza!).

Outra diferença é que o Luiz Américo faz o fermento natural partindo de água e farinha integral e o Luis Felipe de água e farinha branca. O site Vegetarianismo inicia com água, farinha integral e farinha branca.

“Meu Levian” (nome dado ao meu fermento natural, como expliquei aqui) foi criado com água filtrada, farinha de trigo integral e farinha branca.

Algumas receitas usam maças, uvas, garapa (cana), abacaxi e até batatas, mas ainda não testei nenhuma delas (por enquanto, serei fiel ao “Meu Levian” - meu primeiro levain!!!).

Obs - o Luiz Américo também tem um passo-a-passo com o levain partindo do abacaxi, as fotos são bem ilustrativas, vale a pena conferir também.

Aqui compartilho com vocês a minha experiência, baseado no que eu literalmente fiz, estudei e os problemas/esclarecimentos que encontrei pelo caminho.

Para começar você vai precisar de um recipiente bem limpo, uma colher de sopa, água e farinha. Só isto:


O melhor é separar um pote de vidro ou cerâmica (alguns fazem até em potes de plásticos, mas tome o cuidado de limpá-lo bem para que não tenha contaminação de alguma bactéria indesejável).

Neste recipiente, misture 50 gramas de farinha integral, 50 gramas de farinha branca e 80 ml de água filtrada ou mineral, nunca da torneira (a química pode impedir o desenvolvimento do fermento). Você deve dissolver bem a farinha na água até ficar uma consistência pastosa.

Obs.: pode ser apenas farinha branca ou apenas farinha integral. Leia meu post anterior se tiver alguma dúvida. Esta proporção foi apenas questão de escolha pessoal.

Cubra o pote com um pano bem limpo ou guardanapo para permitir a circulação de ar. O melhor local para guardar a mistura é em local abrigado do vento, da luz, longe do calor e do frio. Tipo dentro de um armário ou do forno desligado.

Agora a brincadeira começa! Vamos esperar pelos primeiros sinais de vida, pelos primeiros sinais de fermentação, ou seja, o aparecimento de pequenas bolhas.

Isto deve ocorrer após 24 horas, mas alguns fatores influenciam como a temperatura ambiente mais fria ou quente, o tipo ou qualidade da farinha, a qualidade da água... então não desanime se nada acontecer nestas primeiras horas (as primeiras bolhas de “meu Levian” só apareceram no terceiro dia, já que quando comecei estava bem frio aqui onde moro...).


Não se assuste se aparecer uma camada de água por cima ou ainda uma crosta de farinha, nestes casos, misture até ficar homogêneo e aguarde (o meu apareceu a camada de água já no segundo dia).

Como é um organismo vivo, ele pode apresentar problemas de não gostar do local onde está armazenado... acredite, ele pode ser bem temperamental!

Você também pode dar uma espiadinha, e mexer de vez em quando, mas tente deixar seu bichinho quietinho, se desenvolvendo.

Importante: Se formar algo em cima parecido com fungos, descarte e comece novamente, pois sua mistura pode ter sido contaminada!

No próximo post compartilharei com vocês o que fazer quando a mistura começar a borbulhar! Aguardem.

E se vocês iniciaram o processo, contem aqui o que estão presenciando e suas duvidas!

Ou se já fazem, deixem também seus comentários.  Vamos trocar experiências!

Acompanhe todos os posts sobre o assunto em "Fermentação Natural (Levain)"

Bom, por hoje é só, espero que tenham gostado.

Aproveito e agradeço a todos os sites aqui referenciados pelas ideias incríveis e por compartilhar conosco!!!

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Um super beijo a todas e até o próximo post.

Sonia

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“Meu Levian 02” - O que é o Levain e/ou Fermentação Natural

O que é o Levain e/ou Fermentação Natural


Como escrevi em meu post anterior (Meu Levian 01 - Conheça o “Meu Levian” - meu fermento natural para fazer deliciosos pães), iniciei a minha busca desta receita por ter dificuldades em encontrar o meu fermento habitual.
Encontrei diversas matérias sobre o assunto, especialmente o blog do Luiz Américo Camargo, o site Vegetarianismo e vídeos do Luis Felipe Moraes (No próximo post escreverei um pouco mais sobre eles e com os devidos links).
Mas afinal, o que é o levain?
O levain nada mais é que a fermentação da mistura água e farinha produzida por leveduras (microorganismos) presentes no ar. Ou seja, é um processo que pode ser feito em qualquer lugar. O tempo de reação varia conforme o tipo de farinha e, principalmente, pela temperatura ambiente. Quanto mais quente a região, mais rápida é a fermentação.
Meu Levian borbulhando de alegria - fermentação ativa!


Segundo alguns, a farinha ideal é a farinha integral, por ser mais rica de nutrientes que a farinha branca, mas dá para fazer o processo com as duas, inclusive misturando as duas, o que ocorre é que o processo leva tempos diferentes e o resultado, no caso o pão, terá também características diferentes. Outra farinha recomendada é a de centeio.
O Pain au Levain clássico é feito com farinha integral, mas de um modo geral, são pães de casca grossa, miolo denso ainda que bem aerado e leve gosto azedo (se você já se deliciou com um pão italiano, é bastante parecido).
A escolha de qual farinha usar é questão de gosto e de sua disponibilidade e não deve ser um impeditivo para você iniciar seu processo.
O pão produzido com fermento natural, além de ser muito gostoso também é mais saudável. Ele inibe a ação de um ácido chamado ácido fítico que impede que o nosso organismo absorva certos nutrientes como o cálcio, o ferro e o zinco.
E, também muito importante, o pão produzido com levain é muito mais demorado de fazer do que o pão feito com fermentos industrializados. Por ser um organismo vivo, precisaremos aguardar o tempo dele, da sua natureza. Então além da vontade de ter um pão mais saboroso, nutritivo, você também precisará ter paciência e determinação, já que suas primeiras tentativas podem fracassar...
Espero que até aqui você tenha ficado mais curioso do que desanimado e que queira se aventurar neste interessante mundo de criar seu próprio fermento natural.

Será que dá para visualizar as bolhas?
Abaixo a transcrição de um texto do chef Rogério Shimura sobre o assunto:
“História de todo pão de fermentação natural começa com um “pé”. É assim que se chama o fermento natural, ou levain, como se diz em francês. O fermento é vivo, quer dizer, precisa ser alimentado, cultivado, e, dessa forma, sobrevive e vai sendo transmitido de pão em pão, fornada em fornada, por dias, meses, décadas, séculos a fio.
Consiste basicamente na obtenção de uma massa de farinha e água que, exposta ao ar, seja contaminada por microorganismos dispersos no ambiente. Esses microorganismos vão encontrar nesta massa um ótimo meio de crescimento e desenvolvimento, ocasionando uma série de fermentações não controláveis diferentes de quando utilizamos o fermento biológico em qualquer das suas apresentações comerciais.
Essas fermentações incontroláveis vão à maioria das vezes produzir gás carbônico e alguns ácidos, sendo os mais comuns o acético e o lático. Depois de um certo tempo de incubação esta massa infectada por microorganismos tem condições de servir de fermento, ou seja, de agente de crescimento para outras massas.
Chamados também de Levain, hoje existem vários métodos de produção de fermento natural e todos eles têm um uso apropriado. Podemos ser feitos à base de frutas, mel, garapa, farelo de trigo ou centeio, maçãs, uvas, iogurte, cerveja, etc. A utilização do fermento natural se dá em casos muito específicos, pois normalmente agrega um sabor ácido incomparável ao produto final.
O segredo para manter o levain ou fermento natural é alimentá-lo com farinha fresca e água, fornecendo os nutrientes e açúcares necessários para que a flora microbiológica tenha condições de se reproduzir e se manter viva. Retiramos parte do fermento para utilização e completamos com farinha e água na mesma proporção da massa retirada. A isto damos o nome de reforma ou refrescar o fermento natural”
Ótimo texto! Ficou curioso?
No próximo post publicarei o início do processo de criação propriamente dito com algumas observações minhas e/ou encontradas nos diversos comentários trocados pelos leitores e os autores do blogs e sites que estudei, bem como os vários links. inclusive deste que foi um comentário deste chef maravilhoso.
Não perca e pode deixar seus comentários, dúvidas ou mesmo compartilhar seus conhecimentos.
Vai ser legal conhecer as experiências e as receitas dos outros! 

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Meu Levian 01 - Conheça o "meu Levian" - meu fermento natural para fazer deliciosos pães

Pão com fermentação natural - Levain

***Republicação, atendendo a solicitações sobre minha história com fermentação natural - minha história começou em 2014 e desde então estou produzindo pães deliciosos com a mesma matriz (pasta madre, levain, nomes diferentes para a mesma base). Este foi o segundo post e o primeiro da série especial e relê-lo me deu muita saudade de todo o processo e muito orgulho de ter conseguido. Irei republicar todos os posts relacionados, adicionando e/ou corrigindo algumas informações que achar relevante. Boa leitura e boas fornadas!!!***

No dia 16 de outubro comemoramos o Dia Mundial dos Pães, então acabei postando minha homenagem e algumas fotos de um delicioso pão que fiz com fermentação natural:
Nada conhecia desta técnica e agora estou completamente apaixonada!
Tudo começou faz algumas semanas quando fui comprar meu fermento habitual e não o encontrei em nenhum local perto de casa. Como não tenho mais comprado pão, fiquei pensando no que iria fazer... afinal, comer pão caseiro é tão mais gostoso e nutritivo...
Então fui pesquisar se haveria algum tipo de fermento caseiro, já que a experiência que tive com meu iogurte caseiro foi incrível (já faz semanas que só como o iogurte que faço, não tem igual!).
Assim conheci o Levain - palavra francesa para o termo levedura, fermento - ou seja, o fermento natural.
Ele basicamente é feito de água, farinha e leveduras e leva algumas semanas para ficar “maduro” e depois podemos fazer deliciosos pães.
A partir do momento que você se propõe a fazer seu próprio fermento natural, você se dispõe a criar um ser: vai alimentar, cuidar para que não passe muito frio ou calor, se preocupar se ele vai morrer, se está gostando da comida, do lugar onde dorme, etc.
Parece muito complicado e no começo confesso que é um pouco, mas depois se torna algo divertido e prazeroso, pois você vê o ser se desenvolvendo na sua frente e fica orgulhoso com cada etapa concluída. E quando você faz o pão... quando o cheiro de pão fresco invade sua casa (e a vizinhança também)... quando você come este pão feito por você literalmente do zero... então percebe que tudo valeu a pena.
Para te dar água na boca e te motivar, segue uma foto comigo fatiando meu primeiro pão! (pena que não dá para postar o cheiro ou o som da casca sendo cortado...)


Bem, voltemos ao fermento natural.
Por algum motivo, no início de minha busca por mais informações, acabava chamando o Levain de Levian... quem me conhece pessoalmente sabe que sou um pouco atrapalhada e trocar nomes de coisas é uma de minhas especialidades, então era Levian para cá e Levian para lá.
Nestas minhas pesquisas acessei vários sites, blogs e publicações na internet e fora dela. Em muitas encontrei comentários divertidos de que, se estavam criando um ser vivo, nada melhor do que dar um nome a ele. E encontrei nomes variados, engraçados e até franceses!  
Então resolvi entrar na brincadeira e batizei meu fermento de Levian! Ok, agora você deve estar me achando louca, sem noção, mas te convido a entrar também na brincadeira!
Descubra como é prazeroso fazer seu próprio fermento e como é delicioso um verdadeiro “Pain au Levain”. Ele é parecido com pão italiano. Uma casca mais grossa, crocante, com miolo aerado... hummmmm!!!!! e um sabor e cheiro muito característico! Fantástico!
"Meu Levian" borbulhando e crescendo!
As várias explicações encontradas foram valiosas para que eu pudesse entrar no universo maravilhoso da panificação caseira! Está certo que eu já fazia pães antes, mas este...este é agora meu xodó!
Agradeço e muito a todos os autores que compartilharam suas experiências de modo tão legal!
Mas além das ótimas explicações que encontrei nestes sites e blogs, também me foram muito úteis os diversos comentários que os leitores fizeram (questionamentos diversos que os autores respondiam maravilhosamente bem), pois muitas das minhas dúvidas foram esclarecidas e evitaram que eu passasse por alguns “perrengues”!
Então fiz uma pequena coletânea destas explicações e dicas e vou compartilhar com vocês, juntamente com as minhas experimentações.
Aguardem então os próximos posts da saga “ Meu Levian” e comece a fazer seu próprio fermento natural.

Acredite, vale muuuuito a pena!

Até lá!

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